Cardiointensivismo é reconhecido pelo CFM como área de atuação da Medicina Intensiva e da Cardiologia
O que muda
O cardiointensivismo passa a ser identificado como área de atuação — não como especialidade autônoma. Reúne competências das duas áreas: o cuidado ao paciente grave e à disfunção de múltiplos órgãos, próprio da Medicina Intensiva, e o aprofundamento em cardiopatias agudas, choque cardiogênico, arritmias graves e suporte circulatório mecânico, próprio da Cardiologia.
Na prática, o reconhecimento traz clareza formativa, parâmetros de competência para a organização das equipes e identidade profissional a um trabalho que até então existia apenas pela prática cotidiana.
A Medicina Intensiva no centro do cuidado
O reconhecimento do cardiointensivismo é, antes de tudo, um reconhecimento da Medicina Intensiva. É na UTI que o paciente crítico permanece sob monitorização contínua e decisão terapêutica em tempo real. O intensivista integra hemodinâmica, ventilação, função renal, neurologia e infecção, e transforma esse conjunto em conduta.
O avanço do cardiointensivismo não concorre com a Medicina Intensiva: ele a reafirma como o terreno onde o cuidado ao paciente grave acontece.
Formação e valorização
Áreas de atuação só produzem resultado com investimento em formação. O cardiointensivismo exige não apenas domínio técnico de dispositivos e protocolos, mas a capacidade de julgar quando intervir, quando aguardar e quando limitar — decisões que se aprendem com treinamento estruturado em ambiente de terapia intensiva.
A qualificação continuada transforma o reconhecimento formal em melhoria real de assistência. A valorização do intensivista garante que esse profissional permaneça na linha de frente, com condições adequadas de trabalho e reconhecimento institucional.
O papel da SOTIRGS
A SOTIRGS — Sociedade Gaúcha de Terapia Intensiva apoia o reconhecimento do cardiointensivismo como avanço para toda a área. A entidade reúne médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, odontólogos e fonoaudiólogos que atuam em terapia intensiva e tem como propósito a atualização científica permanente da categoria.
Suas frentes de atuação incluem a defesa e a representação dos intensivistas, a promoção de qualificação técnica e o fortalecimento institucional da terapia intensiva no Rio Grande do Sul. Reconhecimentos como este reforçam esse trabalho: quanto mais sólida a identidade profissional do intensivista, mais forte a capacidade da sociedade de representá-lo.
Impacto para as UTIs
A formalização de uma área de atuação produz efeitos que extrapolam o registro profissional. Serviços passam a contar com parâmetros mais claros para composição de equipe e protocolos. Instituições ganham referência para estruturar unidades de cuidado cardiológico crítico. E o paciente crítico passa a ser assistido por equipes com formação mais bem definida.
O reconhecimento do cardiointensivismo é uma decisão técnica com consequência assistencial direta — e um marco para a Medicina Intensiva brasileira.
SOTIRGS — Sociedade Gaúcha de Terapia Intensiva
