A sessão intitulada "Sepse além do escore: decisões precoces e experiência do paciente" promoveu uma análise profunda sobre os desafios do diagnóstico e do manejo ágil dessa condição crítica. Sob a moderação do médico Emerson Boschi e do enfermeiro Leonardo Ferraz de Bittencourt, as discussões iniciaram com uma reflexão necessária sobre o SOFA 2.0,
questionando se a atualização do escore efetivamente transforma a prática do cuidado ou se atua apenas como uma nova ferramenta de classificação. O debate avançou para o embate entre o olhar clínico e o uso de algoritmos, buscando identificar qual dessas abordagens é capaz de reconhecer a sepse com maior precocidade no ambiente hospitalar.
A atuação multidisciplinar foi um dos pilares do encontro, com ênfase especial no papel da enfermagem. Discutiu-se como a intervenção direta desses profissionais impacta o tempo para a administração de antibióticos e, consequentemente, os desfechos clínicos dos pacientes. O painel de debatedores, composto pelos médicos Thiago Costa Lisboa e Rafael Barberena Moraes, acompanhados pela enfermeira Carolina Cunha, trouxe contribuições fundamentais que reforçaram a conexão entre o reconhecimento clínico rigoroso, a tomada de decisão assertiva e a jornada de cuidado centrada na segurança e na experiência do paciente.